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Quanto custa manter um imóvel por ano é a pergunta que decide se a compra cabe — e quase ninguém soma antes de assinar. A parcela do financiamento todo mundo simula; o IPTU, o condomínio, o seguro e a manutenção chegam depois, um de cada vez, e juntos podem passar de 2% a 4% do valor do imóvel por ano.

Em 30 segundos

  • Quatro custos fixos: IPTU, condomínio, seguro e manutenção.
  • Somados, ficam entre 2% e 4% do valor do imóvel por ano, conforme cidade e tipo.
  • Condomínio é o maior em apartamento; manutenção, o maior em casa.
  • A regra prática de manutenção é reservar 1% do valor por ano.
  • Imóvel vazio custa quase o mesmo que ocupado — só o consumo cai.
Quanto custa manter um imóvel por ano: os quatro custos fixos

A conta que ninguém faz antes de comprar

O banco confere se a parcela cabe em 30% da renda. Ninguém confere se a parcela mais os custos de manter o imóvel cabem. Uma vez que esses custos são recorrentes e não param quando a renda cai, eles são a diferença entre um financiamento tranquilo e um apertado. Ademais, na compra para alugar, eles são o que separa o retorno bruto do líquido.

0,5–1,5%do valor venal, o IPTU (varia por cidade)
R$ 300–1.200de condomínio por mês, padrão médio
0,1–0,3%do valor, o seguro residencial por ano
1%do valor por ano, a reserva de manutenção

IPTU: o imposto que chega todo janeiro

O IPTU é calculado sobre o valor venal — o valor que a prefeitura atribui ao imóvel, em geral abaixo do de mercado — por uma alíquota que cada município define. Entre as capitais e cidades médias, as alíquotas residenciais costumam ficar entre 0,5% e 1,5%. Portanto, num imóvel de valor venal de R$ 200 mil, algo entre R$ 1.000 e R$ 3.000 por ano. Ademais, pagamento à vista costuma ter desconto, e o carnê é dividido em parcelas. Em Ribeirão Preto, o passo a passo para emitir a guia está em como emitir o boleto do IPTU.

Condomínio: o custo que não para quando o imóvel está vazio

Em apartamento, o condomínio costuma ser o maior custo fixo — e o mais imprevisível: obra na fachada, troca de elevador ou processo trabalhista de funcionário viram rateio extra. Portanto, antes de comprar, peça as três últimas atas de assembleia e o balancete: fundo de reserva saudável e inadimplência baixa são o que segura a cota. Contudo, o custo existe mesmo com o apartamento vazio — quem compra para alugar paga nos meses sem inquilino.

Condomínio baixo pode ser prédio sem reserva

Cota muito abaixo de prédios semelhantes costuma significar fundo de reserva zerado e manutenção adiada. O rateio chega depois — para você. De fato, é preferível cota um pouco maior com balancete transparente.

Seguro: o que a maioria pula

No imóvel financiado, o seguro é obrigatório e vem na parcela (MIP e DFI). No imóvel quitado, ninguém obriga — e a maioria não contrata. Um seguro residencial que cubra incêndio, danos elétricos e responsabilidade civil custa em geral entre 0,1% e 0,3% do valor do imóvel por ano. Ou seja, para um imóvel de R$ 300 mil, algo como R$ 300 a R$ 900 por ano. Por fim, no imóvel alugado, o seguro pode ser negociado com o inquilino no contrato.

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Escrito por Léo da Imobiliária Shelter, corretor de imóveis oficialmente CREDENCIADO CAIXA. CRECI 32.240J

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Manutenção: a regra do 1%

Pintura a cada 5 a 8 anos, impermeabilização, troca de aquecedor, reparo hidráulico, telhado (na casa), portões e fechaduras. Nenhum acontece todo ano; todos acontecem em algum ano. A regra prática do mercado é reservar 1% do valor do imóvel por ano — mais para casa antiga, menos para apartamento novo. Ademais, no primeiro ano de imóvel usado a conta costuma ser maior: é quando aparece o que a vistoria não viu.

Apartamento

Condomínio pesa mais

Manutenção externa é rateada; a interna é menor. Contudo, a cota mensal é fixa e sobe com a idade do prédio.

Casa

Manutenção pesa mais

Sem cota de condomínio, mas telhado, muro, calha, jardim e fachada são todos seus. De fato, a reserva de 1% é mínima.

Um exemplo, número a número

CustoApartamento de R$ 300 milCasa de R$ 300 mil
IPTU (venal R$ 200 mil, alíquota de 1%)R$ 2.000R$ 2.000
Condomínio (R$ 500/mês)R$ 6.000—
Seguro (0,2%)R$ 600R$ 600
Manutenção (0,7% × 1,2%)R$ 2.100R$ 3.600
Total por anoR$ 10.700R$ 6.200
Por mês≈ R$ 890≈ R$ 520
% do valor por ano3,6%2,1%
Exemplo hipotético, com valores de referência — não são tarifas de nenhuma cidade. Troque pelos seus números.

Nada disso entra na simulação do financiamento. Portanto, some ao resultado do simulador antes de decidir — a parcela está em o simulador do portal.

Como caber isso no orçamento

A regra prática

  • Some parcela + custo de manter e confira contra 30–35%% da renda líquida, não bruta.
  • Separe uma conta só para o imóvel e deposite 1/12 do custo anual todo mês.
  • Pague o IPTU à vista se houver desconto — é retorno garantido.
  • Peça as atas e o balancete do condomínio antes de comprar, não depois.
  • Na compra para alugar, inclua os custos na conta de rentabilidade: a conta da rentabilidade real.
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Perguntas frequentes

Quanto custa manter um apartamento por ano?

Somando IPTU, condomínio, seguro e reserva de manutenção, entre 3% e 4% do valor é uma referência comum. Num apartamento de R$ 300 mil, cerca de R$ 9 mil a R$ 12 mil por ano.

E uma casa?

Sem condomínio, cai para 2% a 3% — mas a manutenção é toda sua. Ademais, casa antiga puxa para cima.

Imóvel vazio tem custo?

Sim: IPTU, condomínio, seguro e manutenção continuam. Só água e luz caem para o mínimo.

O que é a regra do 1% de manutenção?

Reservar 1% do valor do imóvel por ano para reparos. Nem todo ano gasta; algum ano gasta tudo de uma vez.

O seguro é obrigatório?

No financiamento, sim (vem na parcela). No imóvel quitado, não — contudo, custa pouco perto do que cobre.

Léo Shelter

Engenheiro civil e especialista em imóveis CAIXA, principalmente em Ribeirão Preto e região

  • Engenheiro civil
  • Imobiliária Shelter — credenciada CAIXA
  • Atuação principalmente em Ribeirão Preto e região

Quem escreve aqui é Léo Shelter, engenheiro civil e responsável pela Shelter, imobiliária credenciada CAIXA em Ribeirão Preto e região.

A parcela todo mundo simula. O condomínio, o IPTU e o telhado chegam um de cada vez — e juntos são a segunda parcela que ninguém contou.

O acompanhamento é gratuito. Vai decidir? Não faça isso sozinho.

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FONTES OFICIAIS

  • Lei nº 5.172/1966 (Código Tributário Nacional), arts. 32 a 34 — IPTU: fato gerador, base de cálculo e contribuinte — publicação de 25/10/1966
  • Lei nº 10.406/2002 (Código Civil), arts. 1.336 e 1.348 — dever de contribuir com o condomínio e prestação de contas do síndico — publicação de 10/01/2002

As informações acima refletem o conteúdo dos documentos na data indicada. Regras, prazos, taxas e condições são definidos pela CAIXA e podem mudar sem aviso prévio, portanto confirme sempre a versão vigente no Portal de Imóveis CAIXA e no anúncio ou edital do imóvel pretendido antes de decidir. Alíquotas de IPTU, cotas de condomínio e prêmios de seguro variam por município, empreendimento e seguradora; os valores deste artigo são faixas de referência e exemplo.

Texto elaborado com apoio de IA e revisado por Léo Shelter, engenheiro civil e corretor credenciado CAIXA. Atualizado em 12/09/2026. Como produzimos o conteúdo.

Por Léo Shelter

Engenheiro civil e corretor de imóveis desde 2014, sócio da Shelter Negócios Imobiliários (CRECI/SP 32.240J), imobiliária credenciada CAIXA em Ribeirão Preto e região. Atuação em leilões e vendas da Caixa, financiamento habitacional, construção e avaliação de imóveis. Revisa os artigos do blog.

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