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Comprar ou alugar imóvel é a conta que todo mundo faz errado da mesma forma: compara o aluguel com a parcela. Só que a parcela não é o custo de comprar — ela tem uma parte que vira patrimônio — e o aluguel não é o custo de alugar — falta o que a entrada renderia se ficasse investida. Este artigo mostra a conta certa, com um exemplo completo e as três variáveis que viram o resultado.

Em 30 segundos

  • Comparar aluguel × parcela é errado: parte da parcela é amortização (patrimônio), não custo.
  • O custo de comprar = juros + seguro + IPTU + condomínio + manutenção + o que a entrada deixaria de render.
  • O custo de alugar = aluguel + condomínio/IPTU (quando são do inquilino) − rendimento da entrada investida.
  • As três variáveis que decidem: taxa de juros, rentabilidade da entrada e valorização do imóvel.
  • O prazo: comprar costuma ganhar em horizontes longos; alugar, em curtos ou incertos.
Comprar ou alugar imóvel: a conta custo × custo

A comparação errada: aluguel × parcela

“Pago R$ 2.000 de aluguel; a parcela seria R$ 2.400 — vale a pena comprar.” A frase ignora dois números: na parcela de R$ 2.400, talvez R$ 800 sejam amortização (dinheiro que vira imóvel seu) e R$ 1.600 sejam juros e seguro (custo puro); e a entrada de R$ 80 mil, se ficasse investida, renderia algo por mês. Ou seja, o custo real de comprar não é R$ 2.400 e o de alugar não é R$ 2.000. Uma vez que a diferença entre os dois é o que decide, a comparação precisa ser custo com custo.

A conta certa: custo de morar em cada um

Custo de comprar (por mês)

O que não volta

Juros + seguro da parcela, IPTU, condomínio, manutenção (regra do 1% ao ano) e o rendimento que a entrada deixou de gerar. De fato, a amortização fica de fora.

Custo de alugar (por mês)

O que não volta

Aluguel, mais IPTU e condomínio quando são do inquilino, menos o rendimento da entrada investida. Contudo, sem patrimônio no fim.

Feita assim, a pergunta vira: a diferença entre os dois custos, ao longo dos anos, é maior ou menor que o patrimônio que a compra constrói (amortização + valorização)? É uma conta de planilha, não de opinião — e o simulador do portal dá a parcela e a divisão entre juros e amortização: simular a parcela.

Um exemplo completo

Imóvel de R$ 400 mil · entrada R$ 80 mil · 30 anosComprarAlugar
Parcela / aluguel≈ R$ 2.900 (SAC, 1ª parcela)R$ 2.000 (0,5% do valor)
Dos quais amortização (patrimônio)≈ R$ 890—
Juros + seguro (custo)≈ R$ 2.010—
IPTU + condomínio + manutenção≈ R$ 900≈ R$ 550 (condomínio do inquilino)
Rendimento da entrada (0,8% a.m. líquido)0 (entrada no imóvel)− R$ 640
Custo mensal de morar≈ R$ 2.910≈ R$ 1.910
Diferença por mês+ R$ 1.000 a mais para comprar
O que a compra constrói por mês≈ R$ 890 de amortização + valorização
Exemplo hipotético (taxa, aluguel e rendimento são premissas, não dados de hoje). Comprar custa ≈ R$ 1.000 a mais por mês e constrói ≈ R$ 890 + valorização. Com valorização acima de ~0,3% ao mês, comprar ganha; abaixo, alugar ganha — neste cenário.
O resultado depende inteiramente das premissas

Mude a taxa de juros de 10% para 8% ao ano, ou o rendimento da entrada de 0,8% para 0,6% ao mês, e o vencedor troca. Portanto, não existe resposta geral — existe a sua conta, com os seus números de hoje.

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Escrito por Léo da Imobiliária Shelter, corretor de imóveis oficialmente CREDENCIADO CAIXA. CRECI 32.240J

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As três variáveis que viram a conta

O que decide o resultado

  • Taxa de juros do financiamento: quanto menor, mais barato comprar. Programas como o Minha Casa Minha Vida mudam tudo.
  • Rentabilidade líquida da entrada: quanto mais ela rende investida, mais caro é imobilizá-la no imóvel.
  • Valorização do imóvel: a variável mais incerta — e a que mais gente chuta para cima. Use zero e veja se ainda compensa.
  • A relação aluguel/preço da cidade: aluguel a 0,3% do valor favorece alugar; a 0,6%, comprar.
  • O horizonte: os custos de comprar e vender (ITBI, registro, comissão) só se diluem em anos.

Quando alugar ganha — e quando comprar ganha

SituaçãoTende a ganharPor quê
Vai ficar menos de 5 anos na cidadeAlugarCustos de compra e venda não se diluem
Entrada rende bem e aluguel é barato (< 0,4% do valor)AlugarImobilizar a entrada custa caro
Taxa subsidiada (MCMV) e horizonte longoComprarJuros baixos + amortização por décadas
Aluguel alto em relação ao preço (> 0,5%)ComprarO aluguel paga o custo de comprar
Renda instávelAlugarParcela de 30 anos não perdoa
Imóvel comprado abaixo do mercado (leilão, Caixa)ComprarA base da conta cai
Regras de bolso; a conta com os seus números é o que decide.

Quem decide comprar começa pelo crédito, não pelo imóvel — a ordem está em quanto de entrada a Caixa exige.

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Perguntas frequentes

É melhor comprar ou alugar imóvel?

Depende de taxa de juros, rentabilidade da entrada, valorização esperada, relação aluguel/preço e quanto tempo você fica. A conta certa compara custo com custo, não aluguel com parcela.

Por que comparar aluguel com parcela é errado?

Parte da parcela é amortização (vira patrimônio) e o aluguel ignora o que a entrada renderia investida. Os dois números precisam ser ajustados.

Qual a regra de bolso?

Aluguel abaixo de 0,4% do valor do imóvel por mês favorece alugar; acima de 0,5%, comprar. Ademais, quanto mais tempo você fica, mais comprar ganha.

Vale a pena comprar para parar de “pagar aluguel para o outro”?

Só se a conta fechar: juros também são “pagar para o outro”. O que vira seu é a amortização.

E se eu comprar um imóvel da Caixa com desconto?

A base da conta cai e comprar tende a ganhar — desde que o desconto seja real e o imóvel tenha liquidez.

Léo Shelter

Engenheiro civil e especialista em imóveis CAIXA, principalmente em Ribeirão Preto e região

  • Engenheiro civil
  • Imobiliária Shelter — credenciada CAIXA
  • Atuação principalmente em Ribeirão Preto e região

Quem escreve aqui é Léo Shelter, engenheiro civil e responsável pela Shelter, imobiliária credenciada CAIXA em Ribeirão Preto e região.

Nem sempre digo “compre” — e sou corretor. Já vi conta em que alugar ganhava por dez anos. O que eu não aceito é decidir pela frase “aluguel é dinheiro jogado fora”: juros também são.

A análise de crédito com o correspondente parceiro não tem custo. Vai financiar? Não faça isso sozinho.

Quer a conta comprar × alugar com os seus números?

Mande aluguel atual, entrada disponível, renda e cidade. Retornamos com a planilha — e a pré-aprovação, se comprar ganhar.

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Léo Shelter — Especialista em Imóveis CAIXA No canal, mostramos a aprovação de verdade, caso a caso.
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FONTES OFICIAIS

  • Lei nº 8.245/1991 (Lei do Inquilinato), arts. 22 e 23 — despesas do locador e do locatário — publicação de 18/10/1991

As informações acima refletem o conteúdo dos documentos na data indicada. Regras, prazos, taxas e condições são definidos pela CAIXA e podem mudar sem aviso prévio, portanto confirme sempre a versão vigente no Portal de Imóveis CAIXA e no anúncio ou edital do imóvel pretendido antes de decidir. Taxas, rendimentos e valorização do exemplo são premissas hipotéticas; a conta é estimativa, não recomendação de investimento.

Apurado e revisado por Léo Shelter, engenheiro civil e corretor de imóveis credenciado CAIXA. Números e fontes conferidos em 14/09/2026. Como produzimos o conteúdo.

Por Léo Shelter

Engenheiro civil e corretor de imóveis desde 2014, sócio da Shelter Negócios Imobiliários (CRECI/SP 32.240J), imobiliária credenciada CAIXA em Ribeirão Preto e região. Atuação em leilões e vendas da Caixa, financiamento habitacional, construção e avaliação de imóveis. Revisa os artigos do blog.

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